história


Até à data, foram realizadas oito sessões das Universidades Rurais Europeias, nomeadamente:

  • no ano de 1989, em Viuz-em-Sallaz (Savoie - França), sobre o tema "O Encontro dos Rurais da Europa";

  • no ano de 1991, em Schull (West Cork - Irlanda), sobre o tema "Agricultores e não Agricultores, juntos pelo Desenvolvimento Local";

  • no ano de 1993, em Évora (Alentejo - Portugal), sobre o tema "A Identidade Cultural, Motor do Desenvolvimento Local";

  • no ano de 1996, em Brandjberg (Dinamarca), sobre o tema "Ruralidade, um Meio Educativo para Todos: Urbanos e Rurais";

  • no ano de 1998, em Val Soana (Piémonte - Itália), sobre o tema "Educação Contínua de Adultos em Meio Rural para o Desenvolvimento dos Territórios";

  • no ano de 2002, em Montagne St. Émilion (Aquitaine - França), sobre o tema "Que os Territórios Solidários se Exprimam";

  • no ano de 2004, em Oxford (Grã-Bretanha), sobre o tema "Ruralidade, Políticas Regionais e Desenvolvimento das Comunidades Locais";

  • no ano de 2006, em Szolnok - Mezötúr (Hungria), sobre o tema "Diálogo Este/Oeste para o Futuro do Mundo Rural Europeu";

  • no ano de 2006, em Sucha Beskidzka (Polónia), sobre o tema "O Desenvolvimento do Meio Rural Europeu. Educação, Cultura e Tradição como fonte de Inovação e Modernidade".

 

Universidade Rural Europeia

Um apelo para o futuro

Desde 1989 que os "rurais" de diferentes regiões da Europa trocam os seus conhecimentos e os seus "saberes-fazer". Destas colaborações nasceram redes transfronteiriças, transnacionais que contribuíram para a construção europeia.

1 - Desafios

As Universidades Rurais alimentam a reflexão para preparar a sociedade do séc. XXI:

  • propondo linha e directrizes metodológicas aos actores rurais que estão envolvidos em áreas associativas ou em grupos de voluntários;
  • ajudando os actores locais a afirmar-se e serem uma força perante as operações de desenvolvimento rural local da Europa;
  • integrando a presença de actores socioculturais (voluntários e membros de grupos de voluntários) na área económica;
  • favorecendo a investigação rumo a uma nova cidadania.

 

2 - Campo científico: cultura e ruralidade

Retomando os propósitos do presidente fundador do movimento das Universidades Rurais Europeias. "O renascimento do meio rural está em marcha". Para além dos discursos pessimistas e das abordagens negativas sobre a ruralidade, convém:

  • observar como, hoje, os agricultores e todas as pessoas ligadas ao meio rural lutam juntos por um desenvolvimento rural europeu;
  • analisar experiências conduzidas pelas populações dos meios rurais em termos de desenvolvimento rural;
  • propor alternativas de desenvolvimento sustentável.


Nesta nova dinâmica de desenvolvimento, as Universidades Rurais Europeias tem como ambições:

  • reunir os actores voluntários do mundo rural europeu;
  • envolver estes actores locais em projectos de desenvolvimento local com o apoio daqueles, em outros locais, desenvolvam as mesmas actividades em outros estados membros da União Europeia;
  • favorecer o renascimento da cultura europeia útil a todos e com a participação efectiva daqueles que normalmente são excluídos de grandes desafios e grandes decisões.

A investigação da paridade entre rurais e urbanos deverá dar lugar, qualquer que seja, aos utilizadores actuais dos diferentes espaços rurais. As culturas rurais locais e regionais devem cruzar a cultura difundida pelos meios de comunicação social para integrar elementos constitutivos da cultura do terceiro milénio.

 

3 - Um programa para os anos vindouros

Criadas em 1989, as Universidades Rurais Europeias, desenvolvem os seus trabalhos em três âmbitos distintos: a investigação-acção, a formação-desenvolvimento e a consolidação da rede constituída pelos actores voluntários europeus.

Por outras palavras:

  • procurar um sentido para as acções animadas pelos actores locais nos territórios rurais europeus (investigação-acção);
  • procurar novas formas de auto-formação destes actores, motores do desenvolvimento local ( formação-desenvolvimento);
  • estimular este actores, que trabalhem sobre idênticas temáticas, a criarem representatividade local (rede de actores).

 

Investigação-acção

  • estudo de dinâmicas levadas a cabo pelos portadores de projectos;
  • estudo dos conceitos desenvolvidos desde o início das Universidades Rurais Europeias sobre o cruzamento de conhecimentos conceptuais e conhecimentos práticos (criação de um enciclopédia de saberes-fazer);
  • investigação de novas alternativas de desenvolvimento que favoreçam a promoção dos indivíduos no seu meio.

 

Formação-desenvolvimento

  • facilitar as trocas entre grupos de portadores de projectos para o confronto de experiências globais (técnicas, económicas, jurídicas, sociais, culturais) exercendo abordagens únicas por fileira para contribuir para o desenvolvimento dos territórios;
  • a partir das sessões internacionais, principalmente as transfronteiriças, constituir guias metodológicos úteis aos actores locais para que sejam verdadeiros parceiros no desenvolvimento dos espaços rurais;
  • criar uma equipa internacional multidisciplinar na qual os membros poderão dar apoio às formações de actores locais nos diferentes territórios europeus.

 

Consolidação da Rede

  • organizar, nomeadamente com recurso às Novas Tecnologias de Comunicação e Informação (NTIC), a circulação da informação entre os sócios das Universidades Rurais Europeias;
  • animar os grupos internacionais existentes ou em nascimento que, desde o início das Universidades Rurais Europeias, trabalham continuamente quer sobre temáticas, quer sobre territórios transnacionais;
  • preparar reuniões dos diferentes responsáveis oriundos os estados membros da União Europeia com o fim de avaliar e promover novas directrizes para as Universidades Rurais Europeias.