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experiências e
projectos
Universidades Rurais Europeias
- APURE: 10ª Sessão Plenária
7, 8 e 9 de Setembro de 2010
Saint-Joseph, Ilha da Reunião (França): Oceano Indico
Intervenção final do Presidente da APURE:
Senhor Patrick Lebreton, Presidente do Município de Saint-Joseph e deputado na Assembleia Nacional Francesa em representação desta Ilha que nos acolhe; Senhoras e Senhores membros do Conselho Municipal de
Saint-Joseph; Senhores representantes das autoridades regionais e dos serviços desconcentrados do Estado na região; senhoras e senhores activistas representantes das Associações Rurais da Europa aqui presentes; caros amigos vindos das longínquas terras continentais ou dos campos destas ilhas Mascarenhas, criptas emersas deste Oceano Índico, que, noutros tempos, foi histórico cemitério de milhares de compatriotas meus; caros irmãos naturais da desta ilha aqui presentes, a todos agradeço a vossa presença, a todos convido a saudar com uma merecida salva de palmas o nosso querido amigo senhor Patrick
Lebreton, o Conselho Municipal de Saint-Joseph e toda a sua equipa de dedicados profissionais. Saudação também dirigida à “Maison du Tourisme du Sud Sauvage” na pessoa do seu Director senhor Azeddine
Bouali, porque a todos eles devemos a realização deste encontro.
A todos eles, mas também, à tenacidade persistente e cúmplice de Josy Richez Vice-Presidente da APURE.
Estar aqui juntos neste lugar do Mundo, neste território ultraperiférico da Europa no meio do Oceano Índico, pode parecer surpreendente a muitas pessoas menos atentas, mas, a nossa presença, de uns e de outros, pelas dificuldades que tivemos que ultrapassar, constitui uma bela demonstração da força das nossas convicções nos princípios e valores morais e cívicos, pelos quais nos batemos.
Estar aqui, neste tempo dito de crise, é já uma vitória! Por isso, mais uma vez, muito obrigado a todos.
Durante os nossos trabalhos destes últimos dias, condicionados pelas limitações dos tempos disponíveis, os intervenientes fizeram um esforço para chamar toda a nossa atenção para as realizações de cada um, numa demonstração do dinamismo das práticas existentes nos seus territórios de intervenção.
Mostraram-nos gráficos e estatísticas contabilizando muitos milhões afectados aos programas e acções nos quais estão implicados. Por vezes deve ser difícil de compreender, pelo simples mencionar sucessivo de tais quantias, o verdadeiro fundamento da aplicação dessas somas, ao mesmo tempo que aqueles que produzem os alimentos, se queixam das suas vidas de miséria e de sacrifício.
Infelizmente, por mais uma vez, não poderemos dispor do tempo necessário para aprofundar a desmontagem destes paradoxos e aparentes contradições que tanto afligem as famílias dos pequenos agricultores e agricultoras da Europa.
É verdade que não temos todo o tempo necessário mas estamos numa Universidade Rural. Aqui, a natureza obriga, temos que ser capazes de encontrar o tempo para pensar…Penso que devemos, pelo menos, fazer a tentativa de esclarecer, se possível, certas ambiguidades pouco objectivas e por vezes bastante enganadoras, contidas nos discursos oficiais “politicamente correctos”.
Com a vossa tolerância e compreensão, vou falar-vos de duas coisas que me parecem verdadeiramente importantes: a identidade cultural como instrumento essencial à definição dos modelos de Desenvolvimento dos Territórios Rurais e da aplicação prática do tão proclamado princípio da “SUBSIDARIEDADE.
Para vos falar da identidade cultural dos territórios, utilizarei as palavras do nosso companheiro Lopes Marcelo, impedido de as dizer ele próprio:
“Afirmação das Identidades Locais
As nossas terras, o território das nossas comunidades de origem, são as nossas pequenas pátrias! A elas estamos ligados por fortes sentimentos indizíveis e por laços e afectos indeléveis.
Vivemos um tempo em que se valoriza o que é efémero, dito moderno, decorrente de um modelo individualista de consumo e de ruptura, numa acentuada voragem do presente tantas vezes vazio e desenraizado. De facto, o tempo actual é mais propício ao esquecimento e à fragmentação da memória, tornando descartável o simbólico e tendendo a desconsiderar a fruição reflexiva de ciclo longo, sedimentada na coerência da memória e na autenticidade dos valores. Sobretudo nas sociedades urbanas, verifica-se a falta da afectuosa aliança entre o passado e o presente, entre tradição e modernidade. Assistimos à rasoira das identidades locais face à acelerada massificação e uniformização cultural, à deriva produtivista, competitiva e consumista.
Não se dá relevância às serenas maneiras de ser e de estar numa filosofia e noção de tempo longo, do fruir entendendo e partilhando as terras e as pessoas com os seus próprios alfabetos funcionais. A consideração e reflexão sobre os saberes, os saberes-fazer, os sabores, os produtos culturais e expressões genuínas da cultura popular são regra geral remetidas pela comunicação social para modesta página de curiosidades etnográficas, quando não são desvalorizados de forma cínica como “folclore”.
Anda quase toda a gente em fuga, em acelerada ânsia de ter, não sabendo bem do que fogem, nem para onde vão. Contudo, só na aliança fecunda entre o passado e o presente, se pode construir um futuro com alma, uma modernidade enraizada e coerente no respeito e vibração da identidade cultural. É pelo afecto e sentimento de pertença de cada pessoa à sua comunidade, que se percepciona e valoriza o património e, como base da cultura popular, o entendimento do território como suporte das relações culturais e produtivas que moldaram as populações.
Território e cidadania
Não há territórios pobres, nem condenados à desertificação produtiva e ao despovoamento. O que há são territórios com maior ou menor atraso em face da capacidade para definir prioridades, planear intervenções, assumir e concretizar com vontade política as estratégias, os projectos, os objectivos e a consequente avaliação. A capacidade para definir estratégias e prioridades a concretizar através de projectos coerentes com o território reside nas pessoas em função da sua mentalidade, informação e capacidade de organização.
A capacidade de organização, residindo nas pessoas, depende sobretudo da atitude e coerência das elites esclarecidas. Se por um lado é importante a rede das Associações, Colectividades, Escolas, Organizações sindicais e empresariais, Partidos , Governo e Autarquias Locais; o mais relevante é a visão integrada do conjunto dos seus dirigentes.
A emergência do território está cada vez mais na ordem do dia, quer para as populações das áreas rurais, quer mesmo para os habitantes das grandes cidades. Aí estão com crescente gravidade as notícias dramáticas dos incêndios, da seca, de cheias e derrocadas, de construções em sítios inadequados, de espécies animais e vegetais em desaparecimento. A degradação do território é contínua: leito de rios e de ribeiras que não são limpos, floresta que não é ordenada nem limpa, terrenos de cultivo abandonados que se enchem de mato (regressão florística), reservas e parques naturais geridos como “reservas de índios” – tudo a contribuir para expulsar as pessoas! Esquecem-se os responsáveis e decisores políticos que quem organizou, produziu e humanizou o território foram os residentes ao longo de sucessivas gerações. Assim, o território é cada vez mais uma questão de cidadania, uma questão cultural e política de progressiva relevância.”


Para não abusar demasiado da vossa paciência abordarei agora, ainda que muito resumidamente, a questão do princípio da SUBSIDARIEDADE porque penso que pelo seu simbolismo na relação entre as intenções anunciadas e os resultados práticos verificados, é um conceito que merece ser melhor compreendido. Trata-se duma palavra, dum conceito, muito utilizado nos meios comunitários, anunciado como coisa inovadora e respeitadora das capacidades próprias dos europeus para executarem, melhor que ninguém, as intervenções que dizem respeito aos seus próprios territórios.
“Ninguém deve fazer nada, que outrem, mais conhecedor do contexto da acção a desenvolver por nele viver, seja capaz de fazer melhor”, ou seja, “no quinto andar não se deve fazer nada que os do rés-do-chão possam fazer melhor” ou ainda “na Capital não se deve fazer nada que a Freguesia seja capaz de fazer melhor!”.
À primeira vista todos concordamos com o mérito da coisa, mas olhando a prática, acabamos por descobrir o logro.
Uma só palavra é suficiente para nos tapar a imediata percepção de que nos estão vendendo “gato por lebre” e essa palavra é “FAZER” os do “rés-do-chão” podem “fazer” melhor, mas PENSAR o que os de baixo devem fazer, isso compete aos de cima…Se vos falo deste simples exemplo é porque temos verificado que, muito frequentemente nós, os de baixo, deixamo-nos enganar facilmente com orientações aparentemente bem intencionadas, que mais tarde se revelam prejudiciais, às quais não demos a suficiente importância e atenção.
É absolutamente indispensável que os rurais ganhem a capacidade de descodificar a linguagem do “europês“ comunitário, para poderem fundamentar com êxito a defesa dos seus próprios interesses.
Outros temas, mereciam a nossa atenção e reflexão, tais como:
- O défice de segurança alimentar e as suas consequências;
- O equilíbrio de rendimentos entre o sector primário e os outros sectores da Economia;
- A questão muito importante dos financiamentos da PAC para o após 2013 e o futuro das políticas de apoio ao Desenvolvimento Rural;
- A questão decisiva dos modelos de governanças democráticas territorializadas a “balcão único” por território;
- A hiper-concentração da indústria transformadora agro-alimentar e o seu reflexo na competitividade das pequenas e médias explorações agrícolas;
- A questão dos subsídios “cegos” à produção ou a alternativa de apoio aos consumidores sem meios de subsistência.
Caros amigos, o Mundo não acabará hoje e nós podemos, se assim o quiserem, a partir deste encontro, decidir de continuar estas nossas reflexões individuais e colectivas, para poder agir com mais convicção e maior conhecimento.
Sim… Nós conseguimos juntar-nos aqui, mas, para lá da nossa vontade de participação, que julgamento fazemos nós sobre a utilidade da nossa presença em relação aos objectivos fundadores da nossa acção? Quais as motivações que nos animam? Quais são as grandes causas que apelam à nossa solidariedade? Como compreendemos nós as novas relações sociais, económicas e culturais, das sociedades rurais dos nossos dias? A este propósito é necessário que, para terminar, vos fale do futuro da APURE.
A APURE tal como é, tal como está neste momento, necessita de um impulso de renascença, para que continue a viver. Seremos nós capazes de lhe dar esse impulso, ou, por falta de disponibilidade ou de motivação, deixaremos desaparecer o património que tantos companheiros ajudaram a construir com enormes esforços e sacrifícios?
Neste contexto de crise generalizada, crise tão psicológica como material, teremos nós ainda as energias suficientes para aceitar o desafio de dar às URE o dinamismo e a utilidade da etapa inicial?
Eu, sinceramente, desejo e penso que isso é possível, com a condição de nos darmos ao trabalho de bem compreender a natureza e a importância dos problemas para a solução dos quais podemos dar uma contribuição positiva.
Sim, penso que é possível prestar bons serviços aos rurais da Europa e do Mundo se formos capazes de nos integrar, integrando-os, numa acção comum, nascida das suas próprias aspirações.
As Universidades Rurais Europeias são uma ideia nascida nos meios universitários franceses, adoptada prontamente pelos rurais dos “Foyers Ruraux” de França”. Esta família de adopção amou tanto as URE, que quase as estrangulou, num momento difícil da sua própria existência.
Por uma razão ou outra, a APURE, e as Universidades Rurais Europeias, sobreviveram mais pelas dedicações pessoais dos seus dirigentes de todos os tempos, que por uma real implantação nas Associações Rurais da Europa.
Esta implantação nos movimentos associativos dos diferentes países da Europa, deve ser significativamente reforçada a partir desta 10ª URE. Cada um de nós aqui presente, deve partir daqui recarregado da energia por reanimar este combate pelo alargamento da representação do Movimento Associativo dos Rurais da Europa na APURE.
A conjugação entre a prática e a investigação teórica orientada para a modernização da prática, tem sido desde sempre, parte integrante da nossa praxis pedagógica mas, infelizmente, pouco foi além da teoria.
Diminuídos deste apoio dado pela ausência de presença nas práticas quotidianas, agravado pela reduzida ligação entre os associados actores ao nível do terreno e os que se movimentam aos níveis da representação junto dos centros europeus de decisão, a nossa capacidade de reflexão conjunta restringe-se e perde dinâmica, a nossa competência colectiva não se afirma, e o que é mais grave, as nossas consciências ficam menos atentas à realidade e menos disponíveis para a acção.
Esta Ilha, é um bom lugar para tentar iniciar uma nova dinâmica para a APURE.
Para todos os rurais pobres da Europa, do Norte como do Sul, no Continente como nos Territórios Periféricos, a diversidade das dificuldades a vencer para conseguir um nível de vida digno, são enormes.
Os problemas são por vezes muito diferentes, mas, em toda a parte, duas coisas são indispensáveis para os poder resolver, duas coisas que se traduzem por duas simples palavras: Organização e Coesão!
Sem organização, a coesão é impossível, sem coesão entre todos os rurais, agricultores ou não, faltará a força social e política suficiente para defender com eficácia os legítimos interesses de quem alimenta e cuida do planeta.
Nós os membros e simpatizantes da APURE, por toda a parte, lá onde habitamos e vivemos, devemos implicar-nos em todas as acções que contribuam para organizar mais coesão entre os rurais. Devemos ajudar os rurais a superar todas as suas naturais diferenças, em benefício do seu objectivo maior e estratégico - a coesão entre todos os rurais. Porém, para que a nossa acção seja mais eficaz, devemos estar sempre dispostos a melhorar as nossas práticas, a auto criticar-nos por aquilo que, por desconhecimento ou falta de experiência, fazemos menos bem.
Por exemplo; nestas jornadas muito aprendemos sobre a Ilha de Reunião mas vós, os habitantes desta ilha, que aprenderam daqueles que vindos de longe não tiveram aqui a oportunidade de vos contar as suas experiências? A troca de experiências foi deficiente, e devemos estar atentos para evitar essa deficiência no futuro.

Caros amigos:
Na esperança de que mais uma vez consigamos resistir às “tempestades que se anunciam” esta décima Universidade Rural Europeia será a minha última na qualidade de presidente.
Por vosso intermédio, saúdo e agradeço a todos os que durante estes já longos 8 anos me ajudaram a sustentar este projecto, que desejo seja cada dia mais activo e participado.
Justo é destacar aqui a contribuição do nosso Associado Português, a Associação ADRACES, que se esforçou na medida das suas possibilidades por exercer voluntariamente e sem custos para a APURE, um secretariado minimamente operacional. Sem esta contribuição a minha tarefa, por muito imperfeita que tenha sido, seria de todo impossível.
Para não correr riscos insuspeitáveis, penso ser prudente começar desde já a preparar a “mudança”. Até ao próximo mês de Maio do próximo ano é necessário encontrar quem esteja disponível para continuar e melhorar este jovem projecto, com mais de 20 anos de existência.
Se tudo correr como desejo, penso poder encontrar as condições necessárias para organizar em Portugal, no mês de Maio, uma Assembleia Geral seguida da respectiva reunião dum renovado Conselho de Administração pelo que desde já solicito e apelo para a presença do maior número possível de associados.
Estejam certos, caros companheiros, que enquanto me durar a vida, estarei disponível para ajudar na medida das minhas forças e competências.
Se os nossos desejos se concretizarem, voltaremos a encontrar-nos daqui a dois anos, algures na Roménia, durante a 11ª
URE.
Saúdo-vos a todas e todos e desejo-vos um bom retorno a casa.
Viva os rurais que alimentam e cuidam do planeta
Viva o Município de Saint-Joseph e os seus dirigentes.
Viva a Liberdade e a Paz
Viva a APURE
Viva o “Sud Sauvage” da Ilha da Reunião, território hospitaleiro e solidário.
Universidade Rural
Europeia 2008
"11 a 15 de Junho - Sucha Beskidzka (Polónia)
Caríssimos leitores e amigos,
A APURE – Associação para as Universidades Rurais Europeias, ONG fundada em 1988, conta com membros de 15 países europeus e uma Universidade Americana, e tem por missão fundamental ser o apoio de uma rede europeia de educação popular que contribua para a formação colectiva dos agentes do desenvolvimento, constituindo-se como uma alavanca essencial aos processos de desenvolvimento integrado e global dos territórios rurais.
Promove sessões bianuais de encontro entre actores do desenvolvimento local, designadas URE – Universidades Rurais Europeias, para troca e cruzamento de conhecimentos, com o objectivo de contribuir para a criação de condições para a promoção da Ruralidade e para que, por toda a Europa, as populações dos meios rurais sejam participantes activos, com capacidade para se implicarem nos desafios do desenvolvimento e nas dinâmicas fundadoras de meios rurais vivos, competitivos e solidários.
As URE celebram este ano o seu 20º aniversário durante a realização da URE 2008, a realizar na Polónia, em Sucha
Beskidzka, entre os dias 11 e 15 de Junho, sob o tema O Desenvolvimento dos Territórios Rurais Europeus. Educação, Cultura e Tradição: Uma Fonte de Inovação e Modernidade.
Em meu nome e em nome do Conselho de Administração da APURE convido-vos, companheiros na luta diária em prol do desenvolvimento dos territórios rurais, a participar neste importante encontro europeu de culturas. A vossa presença será mais um contributo para reforçar empenhos e fortalecer compromissos de todos os que se envolvem directa e activamente na construção de uma Europa mais coesa e solidária.
Para mais informações visitem o nosso sítio Internet ou contactem o Secretariado Permanente da APURE através do e-mail: apure@adraces.pt
ou para efectuarem a vossa inscrição visitem o sítio próprio www.urow.pl.
Vila Velha de Ródão, Março de 2008
O Presidente do Conselho de Administração
Camilo Tavares Mortágua
URE 2008 - Programa
URE 2008 - Condições de participação
8.ª Universidade Rural Europeia
para o Desenvolvimento Rural
"Diálogo Este/Oeste para o Futuro do Mundo Rural Europeu"
28 de Junho a 02 de Julho de 2006 em Mezötur - Szolnok (Hungria)
Sobre a temática "Diálogo Este/Oeste para o Futuro do Mundo Rural Europeu", desenvolveu-se a 8.ª Universidade Rural Europeia (URE), evento bienal promovido pela APURE - Associação para as Universidades Rurais Europeias que, em parceria com diversas instituições europeias, procura a troca e cruzamento de experiências entre "rurais" de toda a Europa.
A oitava sessão decorreu na Hungria e teve por objectivo contribuir para o fortalecimento do diálogo entre "rurais" do leste e do oeste europeus sobre o futuro do mundo rural. Em diálogo estiveram actores e investigadores da ruralidade da Hungria, Polónia, Eslováquia e Roménia (representando a Europa de Leste) e de Portugal, França, Itália, Bélgica, Reino Unido e Alemanha (Oeste Europeu). Estiveram ainda representantes das Universidades Rurais do Oceano Índico - sedeada na Ilha de Reunião e um representante da Associação para as Universidades Rurais do Quebeque (Canadá).
Os assuntos abordados, discutidos e sobre os quais se desenvolveram workshops temáticos e visitas a experiências locais de sucesso foram: "Energia de origem agrícola, fonte de energia alternativa, renovável e estratégica para o futuro do desenvolvimento rural", "Possibilidades de utilização de técnicas e tecnologias agrícolas preservadoras/protectoras do meio ambiente", "Situação das Mulheres nas famílias em meio rural" e "Valorização do património, das tradições e dos valores nas comunidades rurais".


Das temáticas tratadas retiraram-se as seguintes conclusões:
Necessidade de realização de um forte apelo alargado a todos os poderes da UE, a todos os níveis, do local e nacional até à Comissão Europeia, para que todos facilitem e incentivem, em todos os Países e territórios, com coerência e visibilidade, a instalação de práticas de intervenção geridas, obedecendo aos princípios da subsidiariedade e das parcerias locais representativas, com mais ampla autonomia e confiança nos grupos de acção de raiz local:
- reafirmou-se a necessidade da existência duma política europeia específica para os territórios rurais a inserir numa dinâmica partilhada e numa relação equilibrada entre pólos rurais e urbanos. Uma política operacionalizada através dos diferentes fundos comunitários susceptíveis de intervir nos territórios rurais;
- para que o trabalho iniciado nesta URE seja útil, é necessário intensificar os contactos e diversificar ao máximo os espaços e oportunidades de reencontro entre os "rurais" europeus, organizando pequenas reuniões e seminários de reflexão e troca de experiências que permitam a adopção comum de estratégias de acção para a defesa dos valores e princípios das Culturas Rurais Europeias;
- foram estabelecidas novas relações, novas afinidades e novas amizades começaram a germinar no campo das relações futuras, regressando os participantes para os seus países e para as lutas quotidianas dos seus territórios, mais motivados e
fortes.



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